A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) divulgou nesta quinta-feira, dia 09, uma atualização do Painel de Contratantes de Planos de Saúde Coletivos. Os dados da ferramenta apontam que em Mato Grosso do Sul que quase a metade dos titulares são trabalhadores da indústria e da administração pública.
A ferramenta da agência que é responsável por regular e fiscalizar o setor no país, possibilita o cruzamento de dados de empresas contratantes, beneficiários, tipos de plano e operadoras, e é utilizada para compreender a abrangência do setor.
Conforme o recorte por Estado divulgado pelo painel, Mato Groso do Sul fechou 2024 com 14,5 mil contratantes de plano coletivo empresarial, ou seja, aquele oferecido a funcionários de pessoas jurídicas que contratam o serviço, e está condicionado ao vínculo empregatício ou estatutário no caso dos servidores públicos.
Se considerado o perfil dos que contratam planos, a maioria é composta por empresários de pequeno porte que possuem entre um e quatro funcionários. Além disso, a maior parte dessa fatia contrata exclusivamente planos odontológicos.
BENEFICIÁRIOS
No entanto quando levamos em consideração a quantidade de beneficiários, o quadro é diferente. Empresas com mais de mil funcionários na folha são as que concentro a maior parte dos que possuem planos de assistência médica e estendem o benefício a seus dependentes.
Dos 286,2 mil titulares dos planos, 81,2 mil trabalham na administração pública e 53,5 mil em indústrias. Juntos, os dois setores econômicos correspondem a 47,06% do total.
Considerando a quantidade total de beneficiários, 458,6 mil que plano, sendo 169,6 mil contratados por instituições da administração pública e 110,9 mil por indústrias. Esses dois setores correspondem juntos a 61,15% do total, somando titulares e dependentes.
Depois desses vem o do comércio e reparação (37,7 mil); atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (55,6 mil); educação, saúde e serviços sociais (16 mil) e atividades administrativas (7,4 mil).
O Painel leva em consideração dados do Estado consolidados até 2024, a partir de fontes como o SIB/ANS (Sistema de Informações de Beneficiários), Receita Federal, Cnae (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) e IBGE (coordenada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
De acordo com o divulgado pela ANS, a ferramenta “serve para ajudar a entender melhor o mercado desses planos coletivos, com base em dados e indicadores sobre essas empresas”.
Por Fabiane Dorta